Wednesday, October 16, 2013

Tomada de Posse da Nova Direcção - 15-Outubro-2013


Boas Vindas pelo Presidente da Câmara da Praia - Ulisses Correia e Silva


Mestre de Cerimónia


Juramento dos Membros da Nova Direcção

José Jorge Costa Pina, Presidente
Carlos Santos, Vice-Presidente
Alcides Oliveira, Vogal
Salett Nogueira, Vogal
Carlos Carvalho, Vogal


Discurso do Presidente cessante - Alcides de Oliveira


Discurso do novo Presidente da Pró - Praia - José Jorge Pina


Apresentação do grupo de Achada São Filipe

Monday, October 14, 2013

Convite para a Tomada de Posse da Nova Direcção - 15-Outubro-2013

CONVITE

A Associação para o Desenvolvimento da Praia – PróPraia, convida a todos os seus membros, praienses e sociedade em geral para a sessão solene de tomada de posse dos seus novos membros dirigentes a ter lugar no dia 15 de Outubro de 2013, no Salão Nobre da Câmara Municipal da Praia, pelas 17h00.
Programa:
16h45              Chegada dos convidados
17h00              Abertura da sessão pela Assembleia Geral cessante
17h10              Palavras de boas vindas – Presidente da CMP
17h15              Discurso do Presidente cessante
17h25              Acto de empossamento
17h40              Discurso do Presidente eleito
17h55              Encerramento
Contando com a vossa honrosa presença, subscrevemos com a maior estima e consideração.

A Direcção:

Monday, February 20, 2012

Visita do Presidente da República - Discurso do Presidente da Pró Praia

DISCURSO DE BOAS-VINDAS DO PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO PRÓ PRAIA, DR. ALCIDES OLIVEIRA, POR OCASIÃO DA VISITA DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA À SEDE DA PRÓ PRAIA.

Senhor Presidente da República

Senhor Presidente da Câmara Municipal da Praia

Senhora Presidente da Assembleia Municipal da Praia

Senhores Vereadores

Senhores Deputados Municipais

Distinta Delegação Presidencial

Senhor Presidente da Assembleia-geral da Pró-Praia

Caros Praienses,

Caros colegas e amigos

Minhas Senhoras e Meus Senhores

Temos a honra de dar as boas-vindas a Vossa Excelência à esta humilde sede da nossa Associação Pró Praia e assegurar-lhe que a inclusão desta visita na agenda da jornada presidencial à Cidade da Praia muito nos reconforta e nos satisfaz. Vossa Excelência dá uma clara mensagem, aquela que às vezes se esqueça, no exclusivismo da política partidária, que as soluções precisam da Cidadania e que as mudanças não se fazem sem a Sociedade Civil.

Praia, a cidade que nos une – no dizer de um ex-autarca, abre-se para receber afectuosamente quantos a demandem, seja para nela viver, trabalhar, fazer negócios, educar os seus filhos ou simplesmente para actividades de lazer. É, sem sombra de dúvidas, o maior e o mais importante centro populacional do país, com uma dinâmica inconfundível de crescimento e desenvolvimento.

Praia precisa efectivamente de mais Cidadania e de mais Sociedade Civil, e Vossa Excelência, Mais Alto Magistrado da Nação e Presidente de Todos os Cabo-verdianos, mas também morador ilustre e munícipe de honra desta cidade, sabe como ninguém o estatuto e o papel da Praia enquanto capital da República de Cabo Verde e da Nação Cabo-verdiana. Tal função política faz com que ela seja a sede dos poderes políticos democraticamente instalados, a anfitriã do Corpo Diplomático acreditado no país, sede da Diocese e a sala de visitas do Estado de Cabo Verde.

Tão grande responsabilidade fez com que, em 1999, a Constituição da República tivesse outorgado à Capital um Estatuto Administrativo Especial, a ser desenvolvido em lei ordinária. Não escaparia ao menos atento a preocupação dos constituintes em dotar a Capital de uma ferramenta que lhe permitisse cumprir a sua missão com o mínimo de constrangimentos. Infelizmente, passados mais de 12 anos, o referido Estatuto não conseguiu ainda ser aprovado.

E Não resta dúvida que muitas questões ficariam resolvidas e muitas respostas seriam dadas com a aplicação efectiva do Estatuto Administrativo Especial para a Cidade da Praia.

E quando, apesar disso, um executivo consegue os resultados que este conseguiu em um mandato, merece ser cumprimentado. Mas ser cumprimentado por ter cumprido com a sua obrigação, ainda que de uma forma digna dos maiores encómios, não significa que se deva dormir à sombra da bananeira. Como disse, e muito bem, S. E o Presidente da República, foi feita muita coisa, mas há ainda muito por fazer.

O quadro ambiental da Cidade da Praia clama por cuidados especiais e, quiçá, intensivos. O muito que já foi feito é ainda insuficiente.

O sistema de distribuição de água potável nos bairros periféricos é insatisfatório, com soluções de continuidade inaceitáveis.

A correcção torrencial avançou muito, mas há ainda alagamentos indesejáveis e que prejudicam a performance da cidade em dias chuvosos. É não é aceitável que o centro histórico da Capital, o Plateau, mantenha poças de água dias depois das chuvas, ficando a sua drenagem a cargo da evaporação. As gavetas de escoamento das águas pluviais do Plateau podem e devem ser objecto de verificação prévia para que a cidade não viva as situações a que nos vimos referindo. Afinal, estamos falando do mais bem concebido bairro da Capital e onde a imagem de marca deste executivo está bem vincada.

Como disse Sua Excelência o senhor Presidente da República, na sessão solene de boas vindas, seja qual for a equipa que assumir o Município da Capital, na sequência das próximas eleições de Junho próximo, ela terá de tomar sobre os ombros a tarefa ingente de trabalhar a questão ambiental; a distribuição da água potável; a cooperação na luta contra a insegurança; a questão da iluminação pública; a fiscalização dos logradouros públicos; e a continuação do programa de drenagem das águas pluviais.

Vai ser preciso devolver aos praienses o seu MERCADO ABASTECEDOR.

Os praienses vão querer, também, o prometido Matadouro Municipal, moderno, capaz de garantir altos níveis de higiene no abate do gado.

A ribeira de Lém Ferreira, lugar de passagem dos turistas de Cruzeiros, precisa ser higienizado e devolvido á população local e aos cidadãos da Praia, em geral.

O Conselho Municipal de Concertação e Estratégia para o Desenvolvimento da Cidade precisa voltar a funcionar. A Praia não pode ser objecto de governo à vista. Precisa de instrumentos, de entre os quais se destaca o planeamento estratégico, com participação e engajamento de todos. Não poderemos falar de mudanças de fundo que se impõem se não implementarmos uma nova política urbana, centrada na qualidade de vida e no bem-estar social das pessoas, diferente do cinzentismo dos bairros e da precariedade rural, cada vez mais crescente e evidente, que abraçam e apertam a cidade da Praia de Santa Maria

E a PAZ, a SEGURANÇA e o EMPREGO precisam voltar a assentar arraiais na região Metropolitana da Grande Praia, cuja advento auguramos para breve.

Senhor Presidente,

Apreciamos vivamente a iniciativa presidencial de contactar as populações e de auscultar in loco as demandas, as preocupações e as expectativas das pessoas. Esta «presidência aberta» não só lhe permite uma visão clara do país real, como lhe empresta elementos para ajuizar e gizar sobre o quanto falta fazer, providenciar e propiciar. Em verdade, Vossa Excelência faz jus a um dos papéis mais relevantes do Presidente da República, que é o de Provedor da Cidadania.

Auguramos que a jornada de Vossa Excelência à Cidade da Praia nos permita efectivamente resgatar a esperança e despoletar a adormecida ambição dos praienses por uma cidade criativa, moderna e competitiva. A Associação Pró Praia, não tendo cariz política, mas não abrindo mão da sua condição de elemento útil da sociedade civil organizada, se posiciona como parceira activa das autoridades no referente ao reflectir, debater e projectar a Praia e ao buscar «melhores condições», materiais e imateriais, sociais, económicas, políticas, culturais, desportivas e outras para as população desta importante malha urbana.

Por isso, rogamos a Vossa Excelência a contar connosco, porque já contamos com Vossa Excelência no olharmos juntos a Praia, aliás no cuidarmos juntos esta capital, afinal cidade de todos os Cabo-verdianos.

Muito obrigado!


Saturday, February 18, 2012

Presidente da República visita a Pró Praia



O Presidente da Républica, Jorge Carlos Fonseca, visitou a Sede da Pró Praia e foi recebido pelo Presidente da Associação Alcides de Oliveira.

Uma visita histórica para a vida da Pró Praia, que aproveitou mais vez para por na agenda as questões consideradas fundamentais para o desenvolvimento da Cidade da Praia.

Esta visita à Pró Praia enquadra-se numa programação oficial de visitas a entidades, instituições e bairros da Cidade da Praia que o Presidente da Républica tem feito em conjunto com o Presidente da Câmara Municipal.

O momento marcante e emocionante da visita acontece quando o Presidente da República "pede a permissão" para ler o poema de sua autoria dedicado à Cidade da Praia.

Veja o discurso do Presidente da Pró Praia.

Thursday, February 16, 2012

Pró Praia vai receber a visita do Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca

A Associação para o Desenvolvimento da Praia – PROPRAIA tem a honra de anuciar a visita da S.E. Presidente da República, Dr. Jorge Carlos Fonseca, Magistrado da Nação, à sua sede, no próximo dia 18 de Feverreiro de 2012, pelas 11 horas.
Trata-se de um facto inédito, já que nos anais da nossa história, longa de 10 anos, nunca havíamos tido tão sublime distinção.

Aproveitando essa nobre ocasião, a associação PROPRAIA tem na agenda assuntos de extrema importância para apresentar e para os quais espera apoio da Sua Excelencia Presidente da república, no quadro da sua magistratura de influência e perto dos cidadãos.

Nomeadamente: a aprovação do Estatuto Administrativo Especial, enquanto ferramenta que permitisse a Praia cumprir a sua missão de capital do país com o mínimo de constrangimentos; a PAZ, a SEGURANÇA e o EMPREGO que precisam uma abordagem bem diferente; o quadro ambiental da Cidade da Praia que clama por cuidados especiais e, quiçá, intensivos; o sistema de distribuição de água potável nos bairros periféricos; a correcção torrencial; a luta contra a insegurança; a questão da iluminação pública; etc., cuja advento auguramos para breve.

Portanto, uma visita de honra e cortesia, em que a a voz da cidadania se sente enaltecida e encorajada. A PROPRAIA muito estima essa iniciativa.

Esta Capital merece!

Wednesday, February 1, 2012

À Cidade da Praia - Poema de Jorge Carlos Fonseca

À Cidade da Praia

Cidade minha, obsessão muito dolorida,
quem alguma vez te romanceou,
quem espreitou,
de alguma varanda escondida,
os seios coniformes e desprevenidos
de tuas caníngicas (de cana e esfinge) mulheres ?

Quem, até hoje, te escreveu poema que näo fosse
chato, desolado ou ranhoso?!
(Lembras-te de "Câ nhôs djobem di pâ baxu"?)

Onde se esconde o teu Ferreri, em que labirinto se deixou de ver o teu Kafka, cidade minha apetecida?
Estão a dar cabo de ti! Mas quero ser eu o único a dar cabo de ti!
Quero ser o teu rei, o teu súbdito, o teu amante, o teu poeta,
quero ser eu a cidade (tu), toda a cidade.

Dizem que não mereces umas Las Hurdes?!
Acham os teus inimigos que nunca terás um Ulysses ou uma Sistina?!
Onde está o teu Garbarek, onde está a tua Vera Zasulich, cidade minha, capital que vais ser
do império que aí vem?
Ri dos imperadores que te querem dar, tu que já tiveste
e celebraste Patchitcha, Fernando Jorge, Baíno, Valente, Grilo, Tútú, Antoninho Baratêro, Cócó di Gigante, Nezinho Brasileiro e Lindos Melhas!
Hei-de construir , para os teus heróis, os mortos e os vivos, pirâmides, castelos damasquinados, e erguer, em nome deles, catedrais, estádios e universidades reluzentes.

Onde fica o teu sexo? Qual é o teu sexo?!
Serei o teu amor singular, quero ser eu apenas a seduzir-te,
a violar-te, docemente, diariamente,
minha cidade, minha capital suficientemente leviana,
de vez em quando discreta prostituta na arte e nos sonhos.

Quero-te só para mim,
o peito alto e descoberto,
os cabelos de mar, soltos e bravios,
entrelaçados a sal e vinagre,
a vagina célere, insubmissa e com os dentes de fora, arreganhados. Uma vagina que aloje a América, toda a Guang Dong, Paris, as avenidas de Kuala Lampur, Ou Mun, para näo falar dessas capitais LP.
Uma vagina, cidade amada,
que, finalmente, junte di Nhâ Reinalda a Brubeck,
vagabundo orgasmo a gigantesco lava-loiças, onde dançaräo
cisnes dourados e peixes vermelhos ao ritmo de rag time.
(Mas deixa que te diga: nunca hei-de aceitar que teus detractores, afinal, ingratos pastores de tuas águas e veias, te chamem vagina navegável!)

Apesar das traições, grandes e pequenas (quem näo trai, a final?) ; apesar de teu mitigado pundonor quando,
soberba e de olhar fulminante,
ofereces o suave e rápido encanto de tuas partes mais íntimas, farei de teu útero um palácio visigótico, ou, se quiseres, árabe ou judio, com átrios gigantescos, centenas de corredores e jardins de orquídeas, guardado por um exército permanente e fardado a rigor.

Onde está o teu Picasso? Onde está a tua Guernica?!
As pedras de tuas ruas não têm musgo?
Afinal, lembras-te de alguma vez te chamarem grande capital, cidade eterna ou varanda de qualquer continente?!

Serei eu a dar-te os jovens que mereces, e não essas múmias, essa cachupa requentadíssima que te servem por aí.
Mereces meter essa gente toda no bolso. Que é Montreux comparado com a tua Gamboa?

Que seria do mundo sem ti, tu o Artista, o Tesouro por enquanto desconhecido, quase clandestino, a face perlada, o sorriso, eterna cenoura
de feitiços cor-de-prata?!

Não há clonagem capaz de fazer outra igual a ti! Fará Lisboa, S.Filipe, Ziguinchor, Pará ou Niamey, mas cidade como tu, nunca!
Terás uma mindelo, três assomadas, meia dúzia de sidneys,
uma vintena de mosteiros só para ti,
todos os bares de Pat Pong, e,
se o desejares,
farei de ti uma metrópole sem igual, longa, perversa, cheia de luz, a pedir sempre mais luz, como queria Goethe.
Transportarei para ti,
arrastado por uma esquadrilha de galeras de todas as cores,
erecto, cilíndrico e musculado fiorde,
que atravessará,
festivo e arrogante,
as artérias da ressuscitada Praia Negra,
e, então, cidade minha, só minha,
erguerei sobre o teu aveludado dorso
uma gigantesca bandeira com os dizeres seguintes:
Abram bem os ouvidos, poetas desta cidade!
Nunca digam que paraíso nenhum existe
ou que todos os paraísos são artificiais!

Se, por algum tosco Cláudio ou Napoleão,
à morte condenado for,
nada temas, amada minha, que farei como Arria:
"Praia, non dolet!".

Queres ser outra cidade, ter outro nome? Ser desavergonhada como Sun City?
Alguma vez desejaste ter outro esposo?
Não?! Já o adivinhava, minha cidade (só minha), cidade da Praia!

Monday, July 18, 2011

Convocatória

Associação para o Desenvolvimento da Cidade da Praia – PROPRAIA
Pracinha da Escola Grande – Platô, Praia
On-line: http://propraianet.blogspot.com/

Praia, 15 de Julho de 2011


A Associação Cívica para o Desenvlvimento da Praia – ProPraia convoca os Praienses para uma manifestação pacífica como forma de expressar o descontentamento popular perante a gravosa situação eléctrica a que esta Capital vem enfrentando nos últimos tempos, cujas consequências são do conhecimento de todos.

A manifestação deecorrerá no dia 19 de Julho, terça-feira, pelas 17h com o seguinte percurso:

· Concentração – Praça Alexandre Albuquerque
· Descida rampa da Imprensa Nacional
· Electra – pequena paragem
· Avenida Combatentes da Liberdade da Pátria
· Palácio do Governo – paragem final

A Associação PROPRAIA agradece desde já a participação de todos nesse importante evento de cidadania e conta com a pontualidade de todos.

Alcides de Oliveira

- Presidente

Monday, June 6, 2011

Vandalismo na Praça da Ribeira e Ponta Tâmara - Reacção da Pró Praia



Tomando conhecimento da ocorrência de actos de vandalismo e destruição da Praça Calabaceira/Vila Nova e das plantas da Ponta Tâmara, a PROPRAIA enquanto defensora de uma cidadania construtiva e pro-desenvolvimento desta urbe, não podia deixar de manifestar o seu descontentamento e repúdio a tais comportamentos que em nada se coaduna com o civismo, a responsabilidade e outros valores de cidadania clamados pela Capital.

Apelamos viementemente a toda a população praiense ao exercício activo de uma cidadania-vigilante.

POR UMA PRAIA MELHOR, SEMPRE!”

Friday, May 13, 2011

Pró Praia organiza Workshop

A Pró PRAIA pretende organizar, no próximo dia 17, terça-feira, um workshop de debate, tendo como orientação temática CULTURA, PATRIMÓMIO E ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO na cidade da PRIA, reunindo instituições, personalidades e sociedade cívil, para de forma mais específica abordar as valências e as potencialidades do Centro Histórico Plateau numa perspectiva a património nacional.

O workshop decorrerá na sala de conferências do Palácio Ildo Lobo, durante o período de manhã, num formato de paineis seguido de debates, onde estarão presentes representantes das mais diversas instituições nacionais para um debate aberto e directo sobre a Praia e o Plateau.

Todos são convidados a participar.

A Direcção da Pró Praia

Alcides de Oliveira

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Agenda:

AGENDA DO WORKSHOP SOBRE PRAIA: ORDENAMENTO TERIT]ORIO, CULTURA E PATRIMÓNIO

Local: Palácio da Cultura

Data: 17 de Maio de 2011, das 8h30 às 13h30

08H30 Chegada e inscrição dos convidados


08H45 ABERTURA

Intervenção do Presidente da Associação Pró Praia, Dr. Alcides Oliveira

Intervenção do Presidente da Câmara Municipal da Praia, Dr. Ulisses Correia e Silva


09H00 PAINEL 1

Que PDM para a Cidade da Praia?

Leituras do Arq. Cipriano Fernandes e do Arq. Nuno Lobo

Debatedor: Dr. Elísio Semedo (?)

Seguido de Debate as 9H40 às 10H30


10H30 PAINEL 2

Praia: uma nova visão da Cultura e do Património

Leituras da Arqª Patricia Anahory e do Dr. Filinto Elísio

Debatedor: Dr. Charles Sanson Akibode


11H10 Intervalo para café e Projecção de partes do filme de JÚLIO SILVÃO

11H20 às 12H3: Debate

12H30 – ENCERRAMENTO - Representante do Governo

Monday, March 21, 2011

PROPRAIA – Associação pro Desenvolvimento da Praia, manifesta satisfação por algumas realizações/projectos da CMP

O crescimento acelerado da Praia, aliado ao seu estatuto suigeneris enquanto capital do país, principal pólo sócio-económico, político e cultural do país e referência no contexto internacional, requer acções assertivas e céleres que lhe possam auferir atributos de sustentabilidade e proporcionar uma qualidade de vida aceitável e em sintonia com o patamar de desenvolvimento a que Cabo Verde se encontra e almeja num futuro bem próximo.

A PROPRAIA, enquanto instituição vigilante e preocupada com o processo de desenvolvimento desta urbe, elegendo o exercício da cidadania pro-activa como principal estratégia, vem actuando de forma pedagógica, através de críticas construtivas, sugestões e propostas de melhoria, em relação às obras, políticas e estratégias de desenvolvimento em prol da Praia.

Considerando certas obras de impacto significativo na melhoria da qualidade de vida dos munícipes e determinantes na criação de um espaço urbano cada vez mais atractivo, tanto para visitantes como para a classe empresarial, a PROPRAIA manifesta aqui a sua satisfação perante o seguinte:

· Requalificação da rua 5 de Julho no Platô com a sua transformação em pedonal (obra há muito reivindicada pelos Praienses) e introdução de um sistema moderno de iluminação solar, o que veio a atribuir maior atratividade e competitividade ao centro histórico, Platô. Essa rua tornou-se no principal palco de actividades culturais e de negócios na Praia, atraindo investimentos qualitativos e de interesse social, como festivais, desfiles, etc. O protocolo fincado recentemente entre a CMP e um grupo de jovens artistas, visando a pintura geral dos edificífios da mesma rua, é sem dúvida, uma mais-valia, devendo servir de exemplo e modelo de intervenção noutros potenciais espaços da cidade. Que venham outras acções semelhantes em locais como Ponta-Belém, ASA, Achadinha, onde a dinâmica do mercado local justifica por si só tais intervenções.

· A valorização e potenciação cultural da tradicional culinária-cinzas, enquanto produto de atração turística, foi uma acção louvável promovida pela CMP. Esta actividade vinha sendo reclamada pela PROPRAIA, tendo apresentado inclusivamente sugestões nos seu boletins periódicos de outrora, no sentido de valorizar e incrementar os produtos culturais e turísticos da ilha de Santiago. A ideia, implementada este ano, na rua 5 de Julho e no largo da BN, revelou-se um sucesso e a PROPRAIA congratula-se com a intenção da CMP em institucionalizá-la. Sem dúvida que este produto cultural possui pernas para conquistar espaço privilegiado no mercado turístico nacional, tendo mesmo potencialidades de se desdobrar em feiras semanais durante a quaresma, uma oportunidade singular de interacção social e de promoção de negócios nesta região de Santiago.

· Requalificação do Estádio da Várzia, nomeadamente a sua iluminação, colocação de assentos e criação de uma comissão de gestão, em resposta à enorme carência de infraestruturas desportivas na Capital. Uma gestão autónoma do referido estádio poderá garantir a sua sustentabilidade e oferecer serviços de qualidade, naquela que é a miaor região desportiva do país. Essa infraestrutura merece assim um trabalho profundo para a sua plena qualificação: cobertura das duas bancadas laterais, assentos, serviços básicos de saneamento (reparação do balneário e ligação à rede de agua e esgoto da cidade), um novo placard electrónico, novas e modernas formas de publicidade.

· Projecto de instalação de um parque de diversão e requalificação do Parque 5 de Julho, um espaço há muito exigido pelos praienses, o parque 5 de Julho merece, de facto, um melhor aproveitamento consoante a sua “vocação natural”. Bem haja o parque requalificado e, para a satisfação total dos praienses, nada melhor que a sua projecção em direcção ao memorial Amilcar Cabral, através de um grande corredor pedonal e verdejante (city park), abrangendo toda a baixa do Tahiti.

· Várias outras intervenções como obras, arranjos e beneficiação das vias, de casas a cair e de espaços de lazer têm merecido grande apreço dos praienses.

Portanto, a PROPRAIA congratula-se com essas realizações que constaram num vasto leque das suas reivindicações, sob lema POR UMA PRAIA MELHOR, SEMPRE. E, uma vez que as reivindicações são ainda muito maiores, a PROPRAIA não pode contentar-se e suspender a sua nobre tarefa de cidadania vigilante e responsáveal. Continuaremos a denunciar as urgências e propor soluções aos inúmeros e complexos problemas desta cidade capital e acolhedora, de todos os Cabo-verdianos.

POR UMA PRAIA MELHOR, SEMPRE!

Tuesday, March 1, 2011

Agenda Pró Desenvolvimento Sustentado da Praia

Definição de uma agenda pró desenvolvimento sustentado da Praia

A Associação Cívica PróPraia mantem no cerne da sua atenção o desenvolvimento sustentado da cidade da Praia, elegendo como prioridade máxima a resolução dos problemas básicos que esta capital vem enfrentando, sem contudo subestimar o papel que um planeamento estratégico protagoniza no processo de desenvolvimento equilibrado, em benefício de todos;

Considerando o contexto socio-económico actual e os desafios que se impõem em relação à (re)definição de políticas e estratégias de curto, médio e longo prazos que sirvam os interesses dos praienses;

Tendo em conta as vocações e as potencialidades de desenvolvimento que a cidade e a região cosmopolitana da Praia apresentam, bem como o significado das mesmas nos contextos nacional e internacional;

Perante permanentes reinvindicações, sobretudo dos praienses, a uma qualidade de vida mais digna e correspondente às exigências e padrões de um país de desenvolvimento médio ascendente; bem como as responsabilidades individuais e colectivas de todos os intervinientes no seu processo de transformação e de desenvolvimento;

Define, durante as suas últimas sessões de reflexão sobre a Praia do futuro, as seguintes áreas como sendo prioritárias e de crucial importância para o futuro desta cidade capital, pelo que recomenda e apela a um forte engajamento e determinação de todos os actores envolvidos (políticos, sociedade cicil, classe empresarial, instituições nacionais e internacionais), o desenvolvimento e implementação, em tempo útil e sem prejuízo para os moradores, grupos e instituições que se encontram directa e indirectamente conectadas a ela, de acções concretas e consistentes, visando a materialização das respectivas áreas abaixo mencionadas, numa base participativa, envolvendo todos os praienses e cabo-verdianos (residentes e não residentes), em todas as fases do processo.

Áreas prioritárias por grupos temáticos


G1: Inserção económica:

• Consideração e Engajamento Estratégico da ilha de Santiago e da Praia na constituição e desenvolvimento do cluster do mar (em curso), mas numa perspectiva nacional, considerando as potencialidades naturais que a região-ilha proporciona.
• Assumpção, pela Praia, da condição de uma cidade marítimo-portuária, tendo em conta o volume do tráfego, valorizando toda a baía de Santa Maria (Gamboa), num projecto integrador cidade/mar;
• Promoção e implementação de medidas favorecedoras de uma verdadeira Autonomia do Porto da Praia
• Promoção e desenvolvimento do Centro Internacional de Conferencias da Cidade da Praia e consolidação do Centro Financeiro da Praia


G2: Sector Electricidade, Água, Saneamento, Ambiente

• Regularização do abastecimento da Electricidade na cidade da Praia e ilha de Santiago e resolução imediata da iluminação publica, baseada na consolidação da central única e apostada fortemente nas energias renováveis (solar fotovoltaica e eólica);
• Melhoria da qualidade e de abastecimento de água, bem como de saneamento público;
• Proceder à reestruturação da ELECTRA, visando maior eficiência na sua gestão a nível da Capital;
• Intervenções nas praias da Gamboa, Prainha e Quebra Canela, com destaque para a primeira, crianda condições para o seu uso, sem perigo à saúde pública
• Implementação de uma solução alternativa viável ao tratamento dos resíduos sólidos da Praia, eliminando a actual lixeira à margem da Circular da Praia


G3: Sector Saúde e Segurança Pública

• Construção de um novo Hospital, de referencia para a região Sul na Cidade da Praia;
• Regularização das questões de pequena criminalidade e segurança na Cidade da Praia;


G4: Planificação e Ordenamento Territorial

• A aprovação do Estatuto Administrativo Especial para a Praia;
• Aprovação dos planos de ordenamento de território, mormente o Plano Director para Município da Praia;
• Construção de um parque urbano, requalificando o pulmão verde da cidade – Taiti
• Requalificação e infraestruturação da orla marítima da Praia, com destaque para a requalificação da Praia da Gamboa e da Rampa s. Januário
• Desenvolvimento de projectos de drenagem das águas pluviais e de protecção valorização das encostas


G5: Sector Infraestrutura e Património

• Criar estradas de penetração
• Dar continuidade ao programa Casa para todos, com prioridade para localidades mais carentes e vulneráveis;
• Expandir o aeroporto da Praia, contemplando a expansão da pista por mais 400 metros e construção de taxiways;
• Elevar o Centro Histórico de Plateau a um sitio patrimonio nacional e internacional e centro de turismo;
• Criação e infrastruturação dos parques industriais da Praia e do interior de Santiago;
• Edificação do Centro de Convenções da Praia
• Promoção de infraestruturas de acolhimento e hoteleiras à altura da capital do país
• Reabilitação/modernização urbana (habitação, bairros e encostas, incluindo as intervenções previstas no quadro do projecto em curso de requalificação da frente marítima da cidade da Praia) e do sistema de transporte rodoviário (construção das terminais de transporte inter-urbanos norte e sul da Praia;
• Construção de estações de transportes rodoviários inter-urbanos para os eixos Norte-Sul e Sudoeste – Sul da ilha de Santiago.


G6: Sector Recursos Humanos, Educação, Novas Tecnologias

• Acelerar a instalação do Campus Universitário da UNI-CV
• Acelerar o processo de instalação do Centro e Parque Tecnológico com todas as vertentes necessárias e envolvendo todos os parceiros económicos e sociais;


G7: Cultura, Juventude e Desporto

• Promover a dinamização cultural no centro histórico do plateau e acções de economia de cultura na cidade da Praia, associada ao turismo, alargada a outros bairros
• Construção de pelo menos mais dois Gimnodesportivos nos centros sul e norte da Praia

Friday, November 26, 2010

Associação ProPraia responde

Lendo o texto articulado pelo Senhor Benvindo António Tavares, sob o título “Praia: ontem, hoje e amanhã”, publicado no jornal A SEMANA, no. 959, de 19 de Novembro de 2010, pág. 26, a Associação para o Desenvolvimento da Praia (ProPraia) cumpre o direito de esclarecer o seguinte:

Enquanto associação de desenvolvimento da Praia, a ProPraia vem actuando, desde a sua criação (2002), numa lógica de estreita parceria com todas as forças vivas da sociedade (nível central, municipal e local, instituições nacionais e internacionais, sociedade civil), visando a promoção do exercício da cidadania, em prol do bem-estar e de um ambiente cada vez mais acolhedor e aconchegante daqueles que procuram esta urbe como espaço de inter-acção e de intercâmbio.

No exercício desta nobre tarefa, a associação ProPraia tem apostado numa metodologia de diálogo construtivo, baseado na informação e no conhecimento, o que vem distanciando as suas intervenções de qualquer tentativa de âmbito meramente cincunstancial, emocional ou mesmo oportunista.

Como associação de e pro desenvolvimento que é, ela é e tem sido sempre apartidária, elegendo como causa maior o exercício da cidadania activa e responsável, reforçando a voz da sociedade civil Praiense.

Obviamente, não nos cabe, e nunca será nossa pretenção, enquanto ProPraia, apreciar, na sua essência, as opiniões do articulista Benvindo Tavares que, embora um pouco desarticulado na sua relação título/corpo do texto, (con)centrou-se nos seus (des)encantos com os (des)feitos politico-partidários, tomando como palco a Capital – Praia. Enfim, questões que mexem com muitos Cabo-verdianos enquanto indivíduos e políticos, sobretudo em momentos pré-eleitoriais e eleitorais, e que directa ou indirectamente têm a ver com preocupações ligadas ao desenvolvimento, ao bem-estar e à qualidade de vida, individual e/ou colectivamente.

No entanto, queremos crer que o articulista teria sido feliz, se tivesse escusado de, literalmente, lançar acusações infundadas e descautelosas em relação à nossa associação. Neste sentido, aproveitamos para convidar o articulista a uma melhor aproximação e interacção com a ProPraia, uma atitude inteligente e proporcionadora de conhecimento sobre a realidade da nossa associação, pois só assim poderá combater alguma ignorância e medo.

Certamente, se tivesse conhecimento mínimo sobre os valores que norteam a ProPraia, suas acções desenvolvidas, seus parceiros, seus dirigentes, nunca teria feito tal ingênua confusão e desnorteamento. E, certamente, evitaria tal aberração de se auto-contradizer ao tocar assuntos sensíveis e estratégicos de governação, como sendo a comunicação social, o saneamento básico, o meio ambiente, cuja análise, pela sua complexidade, requer conhecimento aprofundado. Veja, Senhor Tavares, se, enquanto político, não estará a embaraçar o seu próprio partido ao abordar determinados assuntos da forma como fez.

A ProPraia terá todo o prazer de iniciar um diálogo construtivo consigo, assim como vem mantendo com os demais cidadãos e entidades atentos e preocupados com o desenvolvimento desta urbe, independentemente das suas opções e sensibilidades políticas, pois temos a consciência da dimensão, da diversidade e da complexidade desta cidade e sabemos que é sobretudo na diversidade que a riqueza se constrói.
Seja Bem-vindo à ProPraia.

Por: Alcides de Oliveira

Saturday, September 25, 2010

Pró Praia insatisfeita com Electra

A cidade da Praia vem sendo fustigada, com maior incidência nos meses de Julho e Agosto do corrente ano, com permanentes e prolongados cortes de energia eléctrica e escassez de água, sem que, no entanto, a ELECTRA dê mostras ter a situação sob controlo.

Aliás, convém recordar que o problema dos cortes sistemáticos de energia eléctrica e da falta de água durante verão já é recorrente, o que, para os praienses, revela uma total incapacidade da ELECTRA na gestão da produção, transporte e distribuição de energia e água na capital do país, bem ainda na elaboração de um plano de prevenção e/ou de emergência que a situação requer.

Com efeito, dias houve em que os cortes se prolongaram por quase 48 horas sem que os responsáveis da ELECTRA tivessem apresentado uma explicação convicente sobre o ocorrido, levando a população ao desespero devido à falta de energia e do precioso líquido.

O país e a sua capital já não aceitam passivamente a repetição deste cenário de carestia e colapso energético, que tem reflexos negativos na economia da capital para além de pôr à prova, perigosa e irresponsavelmente, os nervos da população.

Recorde-se as inúmeras manifestações de descontentamento, nomeadamente as reclamações e protestos dos cidadãos e de empresas instaladas na capital, em particular através dos meios de comunicação social. Tanto daqueles que têm visto os seus negócios comprometidos, amargando prejuízos sobre prejuízos, como do simples cidadão que é privado, durante largas horas, de uso de equipamentos indispensáveis para as lides domésticas, de opções de lazer dependentes de energia, da iluminação doméstica e pública (apenas para citar exemplos do dia-a-dia).

Sem entrar por ora em considerações sobre a política energética adoptada pelo Governo, da louvável iniciativa para a opção de introdução de energias alternativas ou ainda sobre os constrangimentos ligados à questão de produção, transporte, distribuição e perdas de energia e água na capital, por não ser este o meio e o momento apropriado para o efeito, a Pro-Praia, contudo, perante o actual estado de penúria de fornecimento desses bens à cidade da Praia, não pode deixar de manifestar a sua profunda insatisfação com o desempenho e compromisso da ELECTRA para com os praienses, que anseiam definitivamente por uma “luz no fundo do túnel”.

A população da Praia merece e exige mais respeito.

Cidade da Praia, aos 24 de Setembro de 2010

Pela Direcção da Pro-Praia

O Presidente
Alcides Oliveira

Thursday, August 26, 2010

Cidadela – Mais um caso para Pensar a Praia do Futuro

Publicado no Asemana de 26 Agosto 2010

Cidadela é um bairro da Capital portador de um projecto urbanístico ambicioso, tendo por isso gerado elevada expectativa junto dos Cabo-verdianos. Para além da fabulosa publicidade que à volta dela se fazia, a própria designação em si contribuía para escorar tal ambição. Por: Alcides de Oliveira

Cidadela – Mais um caso para Pensar a Praia do Futuro

Entretanto, considerando a situação crítica por que passa Cidadela e as vicissitudes impostas pela deficiente gestão dos contratos celebrados sob capa de parceria público-privada, a realidade é outra e a expectativa das pessoas estão claramente defraudadas.

Pretende este artigo ser apenas Publish Postum modesto, mas necessário, contributo para, de um lado, evidenciar os reais problemas do quotidiano “cidadelense” e que paulatinamente se vêm tornando crónicos, e, doutro lado, apelar à consciência e ao interesse de instâncias responsáveis, tanto as de natureza pública como privada, no equacionamento desses que são, afinal, problemas de uma comunidade tão importante como tantas outras desta urbe.

Antes de mais, devo dizer que Cidadela tinha e tem um grande potencial intrínseco para se transformar num verdadeiro modelo de urbanização e gestão territorial urbana, mas também do próprio desenvolvimento local sustentado.

Basta pensarmos nas inúmeras facilidades de negócio que um bairro organizado e estruturado como a Cidadela poderia proporcionar a empresas como, por exemplo, a ELECTRA, a CVTELECOM, os CORREIOS, permitindo-lhes mecanismos fáceis e eficazes de controlo/facturação de serviços, claro, desde que sejam em qualidade e quantidade demandadas; basta pensarmos em projectos economicamente auto-sustentados como por ex. a produção de energia limpa (eólica e/ou solar) à escala significativa, podendo atingir mesmo 100% de penetração a nível do referido bairro, traduzindo-se em ganhos valiosos para os moradores, para além do impacto em termos de imagem e projecção que traria ao país na arena regional e internacional; basta imaginarmos o sistema de produção descentralizada e autónoma de água para consumo doméstico, cuja tarifa real actual no bairro em questão ascende os 1.000$00/tonelada, assustando e atropelando bolsos de todos; imaginem... estou a falar de um espaço muito atractivo a investimentos e de elevado potencial para materialização de parcerias.

Diria eu inicialmente, de alguns problemas que vêm afectando significativamente a qualidade de vida de todos aqueles que, há bem poucos anos, acreditaram nas soluções CIDADELA como melhor opção do seu investimento no tocante a edificação do seu lar, problemas esses que passarei a citar:

1. Péssima qualidade, para não dizer ausência, de electricidade e falta de acesso à rede pública de água. Bens vitais, mormente quando falamos de água, esses nunca devem ser manipulados em função de interesses ou caprichos particulares de uma ou outra instituição/empresa. Tornou-se incompreensível a morosidade e a incapacidade de solucionar esses problemas básicos à sobrevivência dos moradores da Cidadela que se agravam dia após dia. Estes, além de serem vítimas da obrigatoriedade de consumir uma energia de qualidade desastrosa pela qual ninguém assume responsabilidade (pois a Electra fornece e factura de boca calada, dizendo até que não fornece, a Tecnicil paga à mesma que afirma não ser sua obrigação, as demais autoridades e entidades ignoram simplesmente a situação), sentem-se ainda obrigados a consumir água potável a um custo exorbitante de mil escudos/m3, nada menos falar em crime público para quem conhece a realidade socioeconómica deste país. Os humanos doutras latitudes, mas deste mesmo planeta, assustam-se logo ao saber dessa arrepiante situação.

2. Inexistência de iluminação pública, deixando todo o bairro totalmente fragilizado em termos de segurança pública. Daí pergunta-se: como debater então a política de iluminação pública aplicando a lógica consumido - pagador num país onde esse bem público é tão mal repartido e mal gerido? Estarão todos os “Cidadelenses” isentos dessa tarifa simplesmente por não disporem nem beneficiarem directamente desse bem público? Ou mesmo compensados por prejuízos acumulados resultantes da ausência do mesmo?

3. Deficiente acesso e ruas em estados deploráveis. Uma área planeada para albergar cerca de vinte a vinte e cinco mil pessoas, praticamente uma pequena cidade, mas com apenas uma porta de entrada/saída. Estaremos sim perante um mega condomínio fechado? Também algo inadmissível. Caso contrário, estaremos a reproduzir série de mega condomínios, típico desses ditos novos e nobres bairros da capital. Basta ver a conexão existente entre ASA e Palmarejo, entre este, Cidadela e Cova Minhoto, entre Cidadela e Palmarejo Grande, entre este e Santiago Golf Resort, etc. Será isto o mote do moderno ordenamento urbano?

4. Degradação ambiental. O processo contínuo da destruição daquilo que é dos maiores patrimónios paisagísticos da área sudoeste da capital, o Monte Vermelho, evidencia inexistência de autoridade em matéria ambiental e patrimonial. Uma agressividade violenta à natureza; um desrespeito ao bem público; desrespeito às gerações jovens e futuras. Agravando ainda a situação, destaca-se, a pouca distância, a maior lixeira da Praia, a céu aberto, brindando uma boa parte dos moradores com a sua paisagem caótica, ao mesmo tempo que os envolve, sequencialmente, em “neblinas” de teor altamente prejudicial à saúde humana. Esgotos e outras tantas lixeiras a céu aberto são realidades bem visíveis espalhadas pelos quatro cantos da Cidadela. Certo de que nessas matérias existem não só autoridades municipais, mas também nacionais, dotados de instrumentos necessários a uma intervenção célere, fica desde já o nosso veemente apelo.

Perante tudo isso, pergunta-se então quem falhou? Ou, então, quem anda a tramar os moradores da Cidadela? Ou, ainda, quem anda a desconstruir a qualidade urbana da Cidade da Praia? Naturalmente que não haverá um único culpado. No referente à Cidadela, não o há com certeza.

A implementação de qualquer projecto de desenvolvimento implica antes de mais, estabelecimento de parcerias, sendo a PPP a forma mais adequada e mais aplicada nesses últimos tempos. Será difícil, neste estado de direito democrático, apurar responsabilidades no caso concreto da Cidadela, onde durante todo o processo de projecção e lançamento todos os intervenientes estiveram visivelmente activos, nomeadamente a Tecnicil a investir na obra, a Câmara Municipal a receber a obra, o Governo a inaugurar a obra, os privados a construir legalmente, a Electra a fazer a instalar e a cobrar taxas de ligação à rede de esgoto e fornecimento de “energia”?

Certamente que, num mínimo de esforço de união, em jeito de parceria, assim como foi o caso por ocasião do lançamento do projecto, ficariam resolvidos os grandes problemas da Cidadela, para o bem dos moradores, das empresas cabo-verdianas e de todo Cabo Verde. Pela parceria, com a parceria. Assim, estaríamos a pensar a Praia do Futuro. E não da forma como vem acontecendo…

Wednesday, September 30, 2009

Comunicado - À memória de Mário Fonseca

Imagem: Mito

COMUNICADO

A Associação Cívica Pró Praia expressa, através deste comunicado, a sua profunda consternação pela morte do poeta, ensaísta e polemista Mário Fonseca, ocorrida no passado dia 27 de Setembro, na Praia, cidade que o viu nascer há 71 anos.

Mário Fonseca permanecerá na memória de todos os cabo-verdianos, e na dos praienses, em particular, como um poeta da mais fina estampa, um ensaísta de referência e um polemista de cidadania acesa, neste particular em defesa das causas públicas e sociais, algumas das quais bandeiras da Associação Cívica Pró Praia. Mantivemos com ele uma relação de franco debate e de saudável convergência.

O nome de Mário Fonseca nos interpela a um dever de memória consequente e nos motiva a endossar à Edilidade da Praia a um gesto de toponímia em homenagem a este ilustre munícipe e ao Governo de Cabo Verde a uma condecoração póstuma a este destacado Combatente da Liberdade da Pátria e servidor da causa pública.

O autor do poema “Quando a vida nascer”, emblemática visão da Independência Nacional, merece ser estudado e seguido, como exemplo de profunda e real cidadania, pelas gerações vindouras, constituindo-se, de pronto, paradigma para a nossa acção em prol da dignificação da Praia e dos praienses.

A todos os cabo-verdianos, com destaque para os praienses e para os familiares e amigos do saudoso Mário Fonseca, a Associação Cívica Pró Praia formula aqui as suas condolências e a expressão da mais elevada solidariedade nesta hora de grande tristeza e provação.

Praia, 30 de Setembro de 2009
Alcides Oliveira
Presidente da Associação Cívica Pró Praia

Friday, September 11, 2009

Wednesday, August 19, 2009

Conversa com o Presidente da Pró-Praia, Dr. ALCIDES OLIVEIRA-

Entrevista no A NAÇÂO:

1. O que vai mudar, realmente, na Associação Pró-Praia com a nova Direcção eleita?
A nova direcção, espera inaugurar um novo tempo para a Associação Pró Praia. Não se tome isso como um sinal de ruptura com as direcções anteriores, pois não nos desviaremos da nobre caminhada de promover a Praia, nem deixaremos de seguir na dinâmica já instalada por aqueles que nos antecederam. Entretanto, o nosso propósito é cumulativo, por um lado, e inovador, por outro. Cumulativo na lógica da continuidade e inovador na disposição que teremos em introduzir novas formas de ser e de estar nesta Associação. Temos uma equipa bem motivada e pronta para fazer a diferença. Nesse sentido, acredito que muita coisa irá mudar. Reforçar a credibilidade da Pró Praia, alargar e aprofundar as parcerias no contexto local, nacional e internacional, são assuntos cimeiros da estratégia da nova direcção.


2. Para muita gente, a Pró-Praia é demasiado arreigada ao regional ou até mesmo muito localista. Qual o seu comentário?
Não assumimos este estigma, por ser absolutamente falaciosa. Somos estruturalmente contra todas as formas de bairrismos e de defesas arreigadas das causas. Somos uma associação de natureza cívica e de vocação promocional das causas e das coisas desta cidade que, por ser capital, é um pouco de todos nos. Há causas locais sem serem localistas, assim como há promoções regionais sem serem regionalistas. Temos uma associação aberta e inclusivista. Na Associação Pró Praia, contrariamente a uma ou outra tentativa de nos acantonar e de nos reduzir a um punhado de “praienses zangados”, paira um ambiente de participação, de conhecimento e de colaboração em relação a causas estruturantes para a Praia e para Cabo Verde.



3. Na sua opinião, quais são os grandes desafios para a Praia, para os praienses e para os que habitam nesta cidade-capital?

A Praia tem enormes desafios. Temos uma cidade que precisa de ser olhada a partir de um real pacto entre o Governo, a Edilidade e a Sociedade. Só de forma unida, organizada e sistematizada teremos uma visão estratégica para a cidade da Praia. Enquanto Pró Praia, queremos lançar várias reflexões e vários debates sobre o futuro da Praia. Queremos estar num espaço urbano mais e melhor equipado, com pessoas mais capazes em tornar-se parte das soluções; queremos estar numa ecologia mais limpa e saudável. Igualmente, queremos viver numa sociedade com menos desemprego, menos pobreza, menos vulnerabilidade, menos insegurança pública, mais justiça social. Que se estabeleça o saneamento básico, a rede de esgotos, de água e de energia. O grande desafio da Praia é o estabelecimento da qualidade de vida e do bem-estar social. Temos a visão clara de ser esta a nossa grande causa e a razão pela qual estamos na Associação Pró Praia.

4. Em termos institucionais, quais as relações que conta estabelecer com a edilidade da capitalina e com o Governo de Cabo Verde?

A nossa postura, conforme já realçado anteriormente, é de parceria e de colaboração. Realçar a complementaridade da sociedade civil organizada, sem a qual o tal pacto estratégico não seria possível. A Edilidade e o Governo são parceiros cruciais. Pretendemos incrementar as nossas relações com tais entidades que não passam por cumplicidades politico-partidarias e/ou ideológicas. A Associação Pró Praia espera ter contactos permanentes e relações privilegiadas com todas as entidades públicas que interajam em relação à Praia. Naturalmente que saberemos, pelo dialogo, colocar as nossas reivindicações e as nossas demandas, sempre com o espírito da defesa do interesse da colectividade praiense.

5. Tudo indica que a Associação Pró-Praia passou por um período de fraca participação dos associados. Como reabilitar a auto-estima perdida?

Todas as organizações têm picos de participação motivados por factores internos e externos. Entretanto, o timing das organizações nem sempre é de mobilização. A Associação Pró Praia passou por um período mais introspectivo e menos mediático, mas nem por isso de desmotivação. Os associados agora são chamados a uma mais intensa participação. Um dos nossos objectivos é alargar a base dos associados. Queremos uma Associação Pró Praia participada e dinâmica, capaz de reflectir o peso real da sociedade civil praiense e de poder agir em coerência.

6. Qual o seu Programa de Acção para os próximos tempos?

Temos um programa de acção pronto a ser implementado. O nosso grande desafio é de alargamento dos membros. Pretendemos também implementar um projecto de Ouvidoria Praiense, em parceria com a Edilidade. Esta Ouvidoria será também uma grande derivada para as nossas relações com as autoridades. A própria sede da Pró Praia precisa ser restaurada, embelezada e melhor aproveitada. Temos intenção de materializar uma visão cultural na cidade da Praia, ajudar a pensar a Praia como espaço privilegiado de Cultura. Pretendemos estabelecer parcerias com universidades e outros centros do saber, bem como instituições reguladores e o INE, numa perspectiva de conhecer para melhor agir. Teremos pontos focais para acompanharem as grandes questões da Praia, através dos pelouros comandados por membros destacados da nova direcção. O Programa é extenso e ambicioso. Temos de abraçar o desafio na formulação de grandes e importantes parcerias, para o poder implementar.

7. Como encara o problema energético na capital, mais precisamente o da iluminação pública da cidade da Praia?

O impasse não abona a ninguém e condiciona a vida da cidade. A cidade da Praia é o maior potencial de consumo e de receita da Electra. Sem a Praia, essa empresa teria um porte diminuto. A inversa também é verdadeira, pela importância que o factor energia possui para a qualidade de vida urbana. Esta cidade precisa ter energia proporcional ao seu imput e aos desafios impostos pela sua dinâmica. Entretanto, a questão da iluminação pública tem a sua complexidade, envolvendo partes que não se acertam em relações às responsabilidades dos custos. Vamos em breve ouvir todas as partes e formular uma posição com conhecimento de causa. A nossa postura é construtiva. Igualmente, estamos esperançosos em relação às energias renováveis. O objectivo do Governo de implementar 25% das energias renováveis a nível do país não pode ignorar o peso da cidade da Praia, se pretende de facto conseguir o impacto ecológico inerente a projectos do género. Vamos encarar a questão energética com uma visão crítica e responsável, sem por de lado a potencialidade inovadora que o sector proporciona. Outra questão gravosa é a água. O cenário de enormes filas de pessoas nos chafarizes com baldes e bidões à procura de água não é mais aceitável na Capital de um país de desenvolvimento médio. A situação de prevalecente precaridade e má qualidade de água precisa ser descontinuada e definitivamente suprida por solução de longo prazo, permitindo um equilíbrio saudável na relação procura/oferta de água na Capital.

8. E em termos de infra-estruturas. Há razões para satisfação?
Há algum trabalho feito e temos de reconhecê-lo. A Grande Circular, os asfaltamentos, o Aeroporto, o alargamento do Porto, os centros de saúde, as escolas, as praças. A Praia está mais infra-estruturada. Mas, tendo em conta a sua própria complexidade e dinâmica, ela clama por muito mais, não só em quantidade, mas sobretudo em termos de qualidade. Esperamos uma cidade muito mais requalificação. O aeroporto precisa ser reformatado, ele nasceu anacrónico. O porto também precisa ser alargado para dar vazão à enorme demanda de cargas e de passageiros, senão a separação das duas coisas. Queremos ter vias rodoviárias e passeios mais adequados à vivência e à convivência urbanas. Temos ainda uma cidade onde predominam passeios com parcos centímetros de largura, ruas e vias sem alternativa para outros meios de transporte mais saudáveis e amigos da natureza (como a bicicleta), com escassez de espaços e de parques públicos a favor de imensas rotundas. Certamente que algo não está bem. Gostaríamos que o programa de infra-estruturação fosse mais socializado com os praienses.

9. Qual a vossa posição sobre o Estatuto Administrativo Especial para a Cidade da Praia?
É uma causa de que não abriremos mão. Esperamos que isso prevaleça no texto constitucional e que os partidos políticos o viabilizem oportunamente. Este dispositivo constitucional será um factor administrativo importante para o salto qualificado que a Praia precisa dar. Iremos auscultar os partidos políticos e os cidadãos em relação a tal questão. Vamos mesmo argumentar, socializar e promover a ideia do Estatuto Administrativo Especial. Esta questão deriva de um desígnio nacional e não apenas dos praienses. Os cabo-verdianos, nas ilhas e na Diáspora, demandam isso.

10. Recentemente, o edil praiense afirmou que Praia é a Capital da Cultura. Corrobora esta opinião?
Em verdade, a cidade da Praia ganhou uma dinâmica cultural intensa nos últimos tempos. Muita música, muita literatura, muita dança, muita exposição. Uma movida de artes e letras. Tertúlias várias. O Festival da Gamboa. Os centros culturais, francês, português e brasileiro. Não sei se globalmente outros pólos de Cabo Verde têm neste momento tal dinâmica. Seria ideal que o Pais todo tivesse tamanha movida. Mas precisamos consolidar o Creole Jazz Festival. Apoiar as tabancas. Ver o Palácio da Cultura, o Museu Etnográfico, a Biblioteca Nacional, o Auditório Nacional e o Arquivo Histórico Nacional a funcionar com mais dinâmica. Precisamos de uma toponímia melhor e mais coerente. De um circuito cultural. Recuperar a história. A vila da Praia de Santa Maria surgiu em 1615, sendo antes um lugarejo e um fundeador das navegações, e a passagem oficial da capital deu-se em 1770. A Praia Negra poderia servir de um parque dedicado a Darwin. A ponte de São Januário tem a ver com a passagem de Vasco da Gama, em 1497. O Thaiti foi a Aguada da Praia, a zona da Várzea teve os Armazéns de Grão Pará e Maranhão. O próprio Plateau é um grande património histórico de Cabo Verde. Há a requalificar a orla marítima e aproveitar, em termos portuários, turísticos e de entretenimento a linda Baia da Praia, bem como o Ilhéu de Santa Maria. O potencial está aqui e temos de investir nele para que Praia seja uma grande referência cultural e história a transcender o arquipélago.

11. Usa-se dizer que a Praia é uma cidade mal-amada. É uma falácia ou uma realidade?
Longe vai o tempo em que tal cliché fazia escola e tinha adeptos. Amamos Praia. A Praia é uma cidade amada, cantada, procurada e desejada. Uma cidade multicultural, de comunidades, de residentes e visitantes. Uma babel interessante. As grandes vitórias dos artistas, como o Prémio Camões a Arménio Vieira, e dos desportistas, como os nossos futebolistas, basquetebolistas e andebolistas, por exemplo, têm levantado sobremaneira a auto-estima colectiva desta cidade. Temos de mudar de paradigma e ver a Praia com olhos de ver. É uma cidade que começa a extravasar o município e que caminha para ser metropolitana. Mais de ¼ dos residentes no arquipélago vive nesta cidade. O amor por esta cidade já nos transborda e nos transcende.

12. Já agora: a Associação Pró-Praia tem legitimidade para falar em nome dos praienses?
Tem sim. A legitimidade de quem ama, de quem cuida e de quem luta pelas causas colectivas desta cidade e que são de pertença de todos. Mesmo os não filiados, todos aqueles que amam Praia e querem qualidade de vida para esta cidade, são lacto senso da Pró Praia, que é ao fim ao cabo um movimento e uma atitude e não uma mera associação.

DISCURSO DE TOMADA DE POSSE

DISCURSO DE TOMADA DE POSSE DA ASSOCIACÃO PRO PRAIA
Salão Nobre da CMP, 07 de Agosto de 2009


Senhor Presidente da Câmara Municipal da Praia
Senhor Presidente da Assembleia-Geral

Senhores Deputados e Líderes Parlamentares,
Representantes de Instituições Públicas e Privadas,
Representantes de Instituições religiosas

Senhores Eleitos Municipais da Praia
Ilustres Membros da Associação Pro Praia
Minhas Senhoras e Meus Senhores,

Senhor Presidente da Assembleia-Geral, agradeço, saudando, as suas palavras não apenas amáveis, mas consequentes sobre o futuro da Associação Pro Praia, com realce pelo papel histórico, cívico, social e cultural, devidamente inscrito nos estatutos e nos propósitos que nos arregimentam a todos. Prometo cumprir, com isenção, rigor e labor as minhas novas funções associativas e, em nome da nova equipa, ouso dar-lhe garantias de trabalho, muito trabalho, em prol dos nossos ideais.

Senhor Presidente da Câmara Municipal da Praia, gostaria também de o saudar, expressando o quanto me é grato reconhecer a forma pronta como aceitou o convite para estar presente nesta cerimónia e toda a morabeza com que nos recebeu neste Salão Nobre, sendo isso um gesto inequívoco de confiança na Associação Pro Praia e de apoio a esta nova equipa ora empossada.

Caros colegas e confrades, é com apreço e gratidão que vos vejo aqui neste acto, constituindo a vossa presença uma prova de determinação e de renovado espírito associativo, que espero se venha a manter e a aprofundar. Realço ainda com muito agrado a presença entre nós dos novos membros, a confirmar que as nossas causas são justas e prementes, bem como mobilizadoras e apelativas.

Permitam-me ainda aqui dirigir uma palavra muito especial aos confrades João Gomes e Ludgero Correia, meus antecessores nesta caminhada, não só pela amizade e pelo trabalho colegial que nos vêm ligando, mas pelo reconhecimento ao engajamento pessoal e à forma peculiar como cada um deles soube conduzir a ProPraia, na defesa dos interesses de todos que desta cidade partilham.

Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Caros presentes,

Procuraremos honrar o trabalho que os nossos antecessores nos legam se o apoio de todos se confirmar, se uma parceria efectiva se concretizar, se um pacto inter-institucional e inter-geracional se construir. Uma Praia melhor, com mais qualidade de vida e mais cidadania para os praienses, só será possível se cada um de nós participar de uma forma activa, determinada e coerente em cada nível de responsabilidade e de área de acção. A pertença é de todos e o trabalho é colectivo. De igual modo registamos com grande satisfação o manifesto interesse de muitos outros Praienses, das mais diversas esferas sociais, de querer viajar neste nosso barco, facto que por si só nos encoraja bastante. Iremos, de forma muito especial, promover um amplo espaço de diálogo e participação, tendo em conta a representatividade que se impõe.

A nova Direcção terá por princípios ser humilde mas actuante, aberta mas exigente no cumprimento dos objectivos que norteiam este colectivo. O processo da decisão será sempre mais fácil com propostas objectivas e coerentes.

Por conseguinte, a direcção agora vigente estabeleceu para o ano 2009/2010, entre outros, os seguintes objectivos:

• Dar cumprimento aos regulamentos e normas estabelecidas e propor as alterações que se tornem necessárias;
• Estabelecer encontros/reflexões/debates regulares sobre diversas agendas de interesse para a Cidade da Praia e para os Praienses;
• Retomar a publicação regular do Boletim A CAPITAL e disseminar o Blog da Associação, apostando em mais interactividade on-line;
• Restaurar a Sede da Pro Praia, dando-lhe condições para o exercício de vida associativa activa;
• Estabelecer parcerias activas com universidades, institutos, escolas e outros pólos do conhecimento;
• Promover o intercâmbio associativo;
• Criar uma Ouvidoria Pública capaz de auscultar apreciações e sugestões dos Praienses, encaminhando-as regularmente às entidades em causa;
• Promover acções cívicas e culturais na Cidade da Praia;
• Promover acções que visam a melhoria da qualidade ambiental na Praia
• Alargar a rede dos parceiros sociais e patrocinadores da Associação;
• Acompanhar as actividades governativas e municipais que tenham incidência na Cidade da Praia e na vida dos seus moradores;
• Criar prémios e reconhecimentos aos Praienses destacados nas diferentes áreas (culturais, económicas, desportivas, sociais e outras);
• Promover uma reclassificação histórica da Praia e da toponímia da Cidade.

Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Permitam-se ainda uma referência, que deixei propositadamente para o final da minha intervenção. Refiro-me a todos os Praienses e Amigos da Cidade da Praia a quem envio um profundo agradecimento pelo apoio incondicional que diariamente nos transmitem.

Por fim, a todas as pessoas presentes, creiam-me sinceramente que a vossa presença neste acto de posse é por si só mais significativa e importante que qualquer palavra.

Bem hajam a todos.

Muito obrigado

Thursday, August 6, 2009

Pró Praia - Tomada de Posse




Tomada de Posse dos Órgãos Eleitos
Salão Nobre da CMP, Praia, 07.08.2009

Esboço do Programa

18h00 – Chegada dos Convidados e Registo
– Introdução Cultural
Parte musical, por um grupo de Artistas da Praia
Parte literária, por Arménio Vieira e Filinto Correia Silva

18h20 – Saudação pelo Edil da Praia – Dr. Ulisses Correia Silva

18h30 – Acto central de tomada de posse, presidido por Anastácio Filinto Correia Silva

18h45 – Palavras do Presidente Cessante

18h55 – Palavras do Presidente Eleito

19h05 – Encerramento, com um brinde na Sala do Cidadão